Seja nosso amigo no Facebook Siga-nos no Twitter Siga-nos no Twitter
00:00     00/00/0000    
COLUNISTAS
18/02/2018 11h00
TAMANHO DO TEXTO Diminuir fonte Aumentar fonte

Autônomos para Todos?, por Fernando Calmon


Foto: Divulgação

Indique
Autônomos para Todos?, por Fernando Calmon

A tecnologia dos carros autônomos continua a surpreender praticamente a cada semana. Muitas vezes de forma positiva, mas nem sempre.

A Renault, por exemplo, acaba de fazer uma demonstração bem interessante. Desenvolveu um sistema automático capaz de desviar de um obstáculo com a mesma precisão e rapidez dos melhores pilotos de teste da companhia. Uma prova de que a inteligência artificial pode igualar ou superar a habilidade humana.

Por outro lado, a Waymo, divisão do Google que cuida de automação, começou a filmar as reações de seus funcionários em testes internos e de rua. E se assustou ao notar que motoristas dormiam ao volante a 96 km/h, quando deveriam estar prontos para assumir os comandos. A empresa anunciou agora que sua tecnologia “mãos livres” - nível três na escala de 0 a 5 - será colocada de lado em favor dos estágios mais avançados. A empresa decidiu que motorista não é passageiro e deve ficar sempre atento.

Um aspecto ainda duvidoso é a rapidez do avanço da tecnologia e, além disso, os custos envolvidos tanto no automóvel quanto na infraestrutura urbana e rodoviária.

Vários fabricantes já anunciaram que por volta de 2021 ou 2022 alguns modelos poderão estar circulando com independência do motorista, se as regulamentações legais estiverem aprovadas.

Há, ainda, um longo caminho a percorrer no desenvolvimento do lidar, da câmera de altíssima resolução, do laser, do ultrassom e do radar. Sem contar os aplicativos, as reduções de custos e do número de sensores (carro não pode virar uma “árvore de Natal”), além do aumento da autonomia em modo autônomo. Exigirá milhões de quilômetros de testes em diferentes condições de piso e atmosféricas.

Alguns analistas financeiros da Bolsa de Nova York, como Rod Lache do Deutsche Bank, estão mais otimistas quanto à rapidez de introdução ao mercado. Ele até considera que empresas gigantes, como a General Motors, dominarão a tecnologia antes da badalada Tesla, a novata marca americana dedicada a automóveis elétricos.

Há, entretanto, opiniões que indicam certa prudência com o tema, mesmo no exterior. Don Walker, da sistemista Magna, prevê que em 2025 apenas 4% dos veículos novos nos EUA terão nível quatro de automação, aquele em que haverá um banco de motorista rotacional pois o veículo será autoguiável em praticamente todas as situações.

O renomado físico brasileiro José Goldemberg, em recente artigo no jornal O Estado de S. Paulo, se enquadra entre os céticos. “O enorme esforço para produzir automóveis autônomos parece ser mais um esforço de marketing do que um esforço genuíno para resolver os problemas atuais que afetam o tráfego nas grandes cidades”, pontuou. Sob o título “O futuro do automóvel – desejos e realidade” também destacou ser “pouco provável” outros métodos de locomoção virem a substituir integralmente o transporte individual e até mesmo o prazer de dirigir.

Goldemberg, de 89 anos, pode ter sido um pouco ácido ou esquecido dos idosos sem condições mais de guiar. Porém, em referência ao Brasil e países assemelhados sem infraestrutura de suporte às novas tecnologias, está coberto de razão.
 

 
* Fernando Calmon - Engenheiro, Jornalista, Palestrante e Consultor em Assuntos Técnicos e de Mercado nas Áreas de Comunicação e Automobilística.


Ver todas

 



NOTÍCIAS POR MONTADORAS

AGRALE ALFA ROMEO ASTON MARTIN AUDI
BENTLEY BMW CHERY MOTORS CHEVROLET
CHRYLER CITROEN CROSS LANDER DODGE
FERRARI FIAT FORD GEELY
HONDA HUMMER HYUNDAI IVECO
Anterior Próxima




SHOPPING

 
Portal Carros e Acessórios | © 2009 - 2018 - Todos os direitos reservados