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REPORTAGENS
20/08/2016 09h00
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Estrutura rodoviária: Sem estrutura não vamos a nenhum lugar


São Paulo larga na frente dentre outros estados

Fonte: Felipe Salomão/ Revista USAC News*
Fotos: Divulgação

Indique
Estrutura rodoviária: Sem estrutura não vamos a nenhum lugar

Para onde o brasileiro for às rodovias não os ajudarão, salve algumas, poucas bem poucas. Para isso, é preciso investir, mas investir muito, isso pelo motivo de as rodovias brasileiras estarem muito atrasada em relação a outros países.
Não faz muito tempo que o governo brasileiro, antes dos problemas políticos, que foi anunciado um plano nacional para melhorar as rodovias tupiniquins. A ideia do governo federal era conceder e privatizar cerca de 7.500 mil quilômetros de auto-estradas federais. A priori era recuperar e duplicar as estradas e deixá-las mantidas pela iniciativa privada. 
 
A consultoria global de negócios, Bain & Company divulgou um estudo da situação “verde amarela” e a comparou com outros países. Segundo a Empresa, seriam necessários 21 mil quilômetros de novas rodovias, que custariam entre R$ 200 e R$ 250 bilhões. Com este investimento as vidas dos brasileiros melhorariam, já que impulsionaria o crescimento do PIB em até 1,25%. O prazo ficaria entre 6 anos e 15 anos.


 
De acordo com a consultoria, focada principalmente em rodovias duplicadas, e compara índices como amplitude e cobertura de rede, condições de segurança e custo do transporte, condições de manutenção, nível de investimentos anuais, além de temas como a regulamentação do segmento e o papel do estado no investimento e na manutenção da malha.
 
O Brasil, em 2009, na soma de todas as públicas e privadas, foram investidos 0,35% do PIB, o que vale R$10,9 bilhões em rodovias. Apesar de parecer pequeno se comparar com o que o estudo pede é irrisório, porém, ao comparar com 2003, quando o investimento alcançou o nível de 0,11%, mínimo do PIB, com R$ 2,6 bilhões. O que não é suficiente para o País.
 
No entanto, se o Brasil já tivesse feito este investimento, os números apontados pela Bain & Company não estariam ruins. Ao comparar com o investimento dos Estados Unidos em 2008, que gastaram 0,8% do PIB em estradas, mas é claro, os norte-americanos já possuem uma estrutura rodoviária consolidada, o que permite este gasto baixo. A China, outro país gigante e com uma enorme população, também é outro a ser seguido, já que eles nos últimos 15 anos construíram 85 mil quilômetros de rodovias.
 
É só ganhar
Sim, ao fazer este “pequeno” investimento os brasileiros só ganhariam. Como? No preço do transporte, por exemplo. Ficaria mais barato, e logo, os preços dos produtos nas gôndolas cairiam. Isso aumentaria a competitividade de custo da indústria brasileira. Claro, sem falar em outros modais como rodoviário, aero e aquático. O que poderia melhorar muito no tão temido custo Brasil.
 
Conforme o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, no ano de 2008, a América Latina gastava 7% do valor total das exportações com frete, o dobro dos estadunidenses, que tiravam dos cofres públicos 3,7%. Este número elevado é quase o dobro dos Estados Unidos. Um dos motivos é que os países latinos são extremamente dependentes de rodovias, o Brasil, tem 60% das cargas transportadas por auto-estradas, já os norte-americanos 26%. Logo, o crescimento e o ganho que a população necessita passa também, por ferrovias, aeroportos, rios e portos. 
 
As apostas do governo interino de Michel Temer e do governo de Dilma Rousseff mostram que a ideia está no rumo certo. Além disso, o prazo apresentado pelo estudo é plausível ao comparar com outro país com grande território. A China em uma década construiu 2,5 milhões de quilômetros de estradas duplicadas, bem mais o que a Bain & Company apresentou – 21 mil quilômetros.



Ideia a parte, os diversos pacotes de estradas para ser transferida a iniciativa privadas seguem a passos lentos. Conforme o estudo, privatizar 13 mil quilômetros geraria R$157 bilhões, que seriam pagos pela cobrança de pedágios. Vale ressaltar que, no País 87% das estradas privatizadas são classificadas como boas ou ótimas, já que 66% das mantidas pelo governo são consideradas ruins.
 
Um exemplo a ser seguido é o Estado de São Paulo, em que possuem as mesmas condições do resto do Brasil. Segundo o estudo, que comparou as rodovias paulistas com outros países do mesmo tamanho do Estado, como: França, Espanha e Alemanha. A conclusão é que as estradas paulistas, em que as dez melhores do País estão em São Paulo, não deixaria a desejar na comparação.
 
Menos acidentes
Além de ganhos no PIB, o estudo mostra que o País teria ganhado em seguranças. O País registra por ano 70,9 pessoas mortas para cada 100 mil veículos em circulação, contra 15 e 16 nos Estados Unidos e União Europeia.



Mesmo com estradas duplicadas, e com melhorias no asfaltamento, é necessário investir em programas de educação e segurança no trânsito, como exemplifica o estudo.


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